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Marízia Bonifácio
Marízia Bonifácio   
Falar do prazer sexual é falar da emoção, e esta é individual

Esta semana, uma mulher muito especial comentava comigo, algumas possíveis situações nas quais vivem as mulheres do nosso país, e especificamente as que se encontram na faixa etária entre 30 e 40 anos. Seriam estas mulheres as que mais buscam informações sobre como conduzir uma relação de vida sexual plena, seja a dois ou mesmo sozinhas?

Geralmente, as solteiras, ou as já separadas sim, elas buscam todas informações possíveis. Ficam antenadas para todos os movimentos que possibilite algo que agregue mais prazer sexual. Por que isto? Porque já passaram pela fase da aprendizagem prática, e a maioria delas com muito INSUCESSO, pois aprenderam como nosso modelo cultural permite.

Insucesso sim. Raríssimas são as mulheres que tiveram iniciação sexual satisfatória ou prazerosa.Geralmente, vivenciaram muita dor física e emocional, muito desconforto, sem falar da ansiedade.

Sempre tendo a brincar ao falar sobre EMOÇÃO SEXUAL, enfatizando que todos homens e mulheres, começaram mal, porque não existia o livrinho que escrevi, e que, quando todos, todos tiverem acesso a ele,suas vidas dará uma guinada.

Falar do prazer sexual é falar da emoção, e esta é individual. Eu te pergunto: qual é sua história de vida? respire, não tenha pressa em responder. Porém com certeza após ter lido minha pergunta, e você ter respirado, cenas e mais cenas serão trazidas para seu consicente e você poderá rever muitos momentos.Alguns engraçados,outros mesclados de dor, angústia. Os conflitos ainda existem. E normalmente o maior deles está diretamente ligado aos papéis do PAI e da MÃE na vida de cada um.

Bobagem? não, não, não. Contracenar com as figuras maternas e paternas não é nada fácil. Muitos carregam as dores por toda a existência.

Hoje, conversava com minha mãe que já está com 76 anos. Em um dado momento questionei:

- Mãe, sua mãe falou alguma vez que existia princípe encantado? - Ouvi como resposta um olhar arregalado e um assustado " Não! ".

- Pois é, você se lembra de ter me falado isto? - também ouvi " Não! " e um leve sorriso esboçado no seu rosto, ainda lindo.

Eu estava comentando com ela, sobre as buscas das mulheres por um companheiro AAA (amigo-amado,amante o famoso), emboram muitas procurem seus iguais, opção individual. Nenhuma mãe, nenhum pai se preocupa em repassar a realidade da vida para seus filhos, filhas. Vive-se o inesperado, vive-se a buscar um AMOR.É aí que entra O PRINCÍPE ou PRINCESA, e eles também fazem sexo. Buscar um amor é na realidade uma forma de buscar o prazer sexual.

Como acontecia a educação sexual no tempo da mamãe e da vovó? normalmente o mestre era o silêncio, ou alguém falou algo, ou raros livros foram lidos. Hoje você até está aprendendo ao ler nossa coluna. Continue semanalmente, sempre terá algo mais interessante e que fará você sentir vontade de refletir sobre cultura, ciência, filosofia e religião. O prazer sexual é a soma do todo.

Se a preocupação é encontrar QUEM ME AME como terei tempo para olhar O MEU AMOR? como ME AMAR? . Observa-se que quanto mais idoso, menor se torna a busca por algo ou alguém que tape os vazios interiores. E no prazer sexual isto também não é diferente.

Como deverei suspirar? como deixar o outro perceber que estou satisfeita? Como posso melhorar meu desempenho sexual? e eu te pergunto: a quem você quer agradar? a você ou ao seu par ?

Amantes que estão lendo, aproveitem para conhecer um pouco mais sobre seus amados em suas diferentes fases de vida, de momentos e de luas. A recompensa pode ser muito mais que apenas uma boa noite de prazer.
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