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Anjélica* mantém um relacionamento extra-conjugal há dois anos. E não sente culpa...
Marcelo é um homem carinhoso, inteligente, sensível. Somos casados há
10 anos, mas andava me sentindo entediada. Nosso relacionamento é tão
previsível, sem brigas, sem dramas, sem paixão. Apesar disso, nunca
imaginei que fosse me envolver com outro homem, até que Luiz apareceu
no escritório.
Alto, forte, bonitão, meio cafajeste e falastrão, sempre contando
vantagem de suas conquistas e habilidades na cama, Luiz me irritava e
excitava ao mesmo tempo. Ficava fazendo joguinhos de sedução comigo o
tempo todo, mas nunca levei à sério. Não achei que aquele gostosão
pudesse se interessar por mim, oito anos mais velha (tenho 40),
especialmente trabalhando ao lado da Fátima, uma morena estonteante com
uma indisfarçável queda por ele.
Um dia tivemos que sair juntos, para avaliar um escritório que a firma
pretendia alugar. Nós dois ali, naquela sala vazia. Eu tremia de medo
porque percebi que ele também me queria. Sua voz era um sussurro, não
tirava os olhos de minha boca. Mas não tomou nenhuma iniciativa. Mais
tarde confessou que temia ser rejeitado. Disse que eu o assustava, tão
senhora de mim, tão inatingível.
Fiquei tão excitada com aquela proximidade toda, que à noite fiz amor
com meu marido enlouquecidamente, pensando naquelas mãos enormes,
naquele corpo forte.
À partir daí passei a evitá-lo, principalmente porque começaram os
comentários no escritório. Acho que ficamos tão alterados naquele dia
que todos perceberam as faíscas.
Pouco tempo depois saí da empresa, para começar um negócio próprio, mas
mantivemos contato através do MSN. De longe, aceitei a brincadeira e
nossas conversas foram ficando cada vez mais picantes. Até que
finalmente tocamos no assunto daquela tarde a sós. Se um de nós
tivéssemos dado um pequeno passo...
Evitei por meses esse encontro. Sabia que na hora que eu estivesse cara a cara com ele não haveria mais retorno. Mas eu cedi...
Fui ao apartamento dele. Nem falamos nada. Ele me agarrou, me encostou
na parede e transamos como loucos, ali mesmo, de pé, ao lado da porta.
A partir daí nos tornamos amantes. Nos encontramos duas vezes por
semana e nosso relacionamento fica a cada dia mais quente. Ele é
atrevido, selvagem, quente. Aproveita do meu corpo até me deixar sem
fôlego. Puxa meus cabelos, me aperta, me xinga. E eu gosto!
Continuo amando meu marido e nunca pensei em deixá-lo. Com ele tenho
companheirismo, romantismo, carinho. Com Luiz tenho sexo ardente. E só.
Esse romance, que já dura dois anos, ajudou a atear fogo no meu
casamento, que andava morno. Marcelo percebeu a diferença, mas nem
desconfia do motivo...
*Os nomes foram trocados para proteger a identidade dos envolvidos.
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